Música na escola

Até a década de 1950, Villa-Lobos incentivava a música na escola, através do governo de Getúlio Vargas e incentivou o canto coral nas escolas. O repertório trabalhado nesses coros incluía principalmente, músicas folclóricas e exaltação à Pátria. Houve, nesta época, um acúmulo de material musical voltado à educação musical. O movimento perdeu a força com o passar do tempo e sua derrocada foi acelerada pela criação da Lei de Diretrizes e Bases (LDB), de 1971, que excluiu a música da grade curricular do ensino público, para ser introduzida em seu lugar a disciplina de educação artística.

Isso se manteve do mesmo modo até recentemente. Em 18 de agosto de 2008, foi aprovada a lei nº 11.769, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996 e apresenta a obrigatoriedade do ensino de música nas escolas de educação básica brasileira. (BRASIL, 2010)

Com isso, legalmente, a música passa a ter um papel de destaque na educação e nas escolas, o que provavelmente não teve no período entre 1971 e 2008. De algum modo, parece haver maior conscientização por parte das escolas que é necessária a presença de um professor especialista em música para que o trabalho seja melhor desenvolvido. Com o conhecimento de um educador musical, há um encaminhamento adequado para que se tenha uma melhor qualidade no ensino da música. O professor poderá trabalhar com os alunos sobre temas musicais específicos e também fazer um trabalho interdisciplinar agregando a música a outras disciplinas, enriquecendo o conteúdo apreendido e desenvolvendo habilidades e autonomia dos alunos.

A música na escola permeada pelo entorno de onde a criança vive suas experiências torna-se mais significativa. Os documentos oficiais do governo brasileiro também propõem à escola e aos professores que a aprendizagem musical esteja pautada nas vivências pessoais dos alunos, para que eles construam sua identidade pessoal e cultural baseadas em sua própria cultura. Assim se expressam os Parâmetros Curriculares Nacionais, quando tratam do ensino da música nas escolas, ainda no período em que esse ensino estava vinculado, legalmente, à disciplina de Educação Artística.

Como o professor pode usar a música na escola 

É importante que o professor saiba diferentes metodologias e adaptá-las à sua realidade escolar e profissional. Comunicação assertiva, didática musical e e paciência são fundamentais para colher os frutos de um bom trabalho.

O professor poderá utilizar a memória oral para reconstruir os jogos, brincadeiras e canções que teve acesso quando era criança, bem como a memória dos pais de seus alunos. Também as músicas de famílias, de vizinhos e de amigos das crianças poderão fazer parte deste trabalho. (BRASIL, 1998, p. 68)

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Alunos em idade escolar que tem uma prática musical em grupo podem ter mais facilidade para socialização e vencer a timidez. Foto: Carlos Eduardo Pierri

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BRASIL. Lei ordinária nº 11.769, de 18 de agosto de 2008. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/lei/L11769.htm. Acesso em: 11 nov 2012.

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?id=11100&option=com_content&task=view. Acesso em: 31 jul 2013.

Texto extraído da minha Dissertação de Mestrado entitulada: “Música caipira e Professores de Música Piracicabanos: Identidade, Memória e Tradição”.

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